Para alguns, o casamento é uma palavra. Para outros, é uma sentença. Algumas relações, sejam de amizade, amorosa e outras,  mais parecem viver em uma estadia de prisão. Relacionamentos tóxicos são verdadeiramente uma preocupação séria, não só para a sua psique, mas sua saúde. E em um mundo onde cada vez menos pessoas estão casando, as conseqüências destes relacionamentos pode muito bem ser uma preocupação de saúde pública.

Devemos começar com uma definição de um “relacionamento tóxico”. O psicólogo Sherrie Bourg Carter ofereceu estes sintomas: insegurança, abuso de poder e ciúme . Mesmo se você não tiver certeza sobre onde o seu relacionamento cai, diz ele, você sempre pode perguntar a si mesmo perguntas como estas:

  • Quando você está com a pessoa, você costuma sentir quietude, paz interna? Ou você muitas vezes sente-se insatisfeito, descontentamento?
  • Você sente-se seguro com seu parceiro?
  • A relação de “dar e receber” é recíproca?

Resumindo: “Você se sente mal quando está com essa pessoa?”

Se você respondeu”sim” a estas perguntas, então pode valer a pena reavaliar o relacionamento. Além da mágoa esperada, as pessoas em “relações negativas” podem experimentar diversos sintomas, tais como: depressão, tristeza profunda, ansiedade generalizada, ganho de peso, dentre outros.

Todos nós já estivemos em situações de brigas com o nosso outro significativo ( parceiro (a)) – é normal – e quando elas acontecem em uma base regular  tentamos encontrar algum tipo de saída em busca de conforto. O problema é que cada vez mais, esta saída não é feita de forma eficaz e geram uma série de transtornos físicos e emocionais.

Então você decide terminar o seu relacionamento tóxico. E agora? O que depois desta decisão?

Em primeiro lugar, alguns podem se sentir desolado e deprimido. Um fator importante em uma pós-separação é o grau em que você pode possuir sua decisão. É uma experiência altamente estressante e, sendo assim, pode surgir como resposta a este estresse sintomas como depressão , ansiedade , síndrome do pânico , hostilidade, medo , raiva , abuso de álcool ou drogas – dependência química , etc. As pessoas se apegam fortemente umas pelas outras, e independente de haver paixão, quando se mantém alguém por algum período em sua vida esta pessoa a percebe como fazendo parte de sua identidade, mesmo que seja um relacionamento destrutivo/tóxico.

Porém, existem algumas possibilidades para ajudar a passar por este momento de “perda”:

-Fale sobre sua perda e sua dor. Nos primeiros meses muitos têm esta necessidade, deixe que os outros saibam que este assunto não deve ser evitado e que lhe faz bem falar sobre isto. O psicólogo pode ser a pessoa com quem você fará o desabafo.

-Enfrente o sentimento de culpa .  Quando se perde alguém é difícil sentir que se fez o bastante mesmo que isso não seja verdade. Mude estes pensamentos de culpa e identifique o que de fato aconteceu.

-Trabalhe os sentimentos de raiva e revolta . É  importante percebê-los e expressa-los. Não ajuda negá-los ou envergonhar-se deles.

-Não se isole. Mesmo que não se sinta à vontade para compartilhar seu sofrimento e prefira ficar sozinho, precisa buscar a companhia.

-Pratique exercícios físicos. Estudos comprovam que a atividade física é um fator importantíssimo para melhorar a saúde emocional das pessoas.

-Integrando a perda. Deixe de lado as perguntas centradas no passado (que é imutável) e no sofrimento (“Por que isso aconteceu comigo”?) e começar a fazer perguntas que abrem as portas para o futuro:- “Agora que isto aconteceu o que posso e devo fazer? O que posso aprender com isto? O que posso fazer para Ser e sentir-me melhor?”

-Procure ajuda profissional.  A maioria dos que procuram ajuda de psicoterapeuta não são doentes, são pessoas comuns enfrentando problemas, passando por uma crise e muitas delas sofrendo uma perda. Um profissional da área é alguém com quem você pode dividir seu sofrimento, sua revolta, seu medo, suas lembranças dolorosas, sua culpa e seus conflitos; que pode compreendê-lo e ajudá-lo.

Agindo assim, certamente depois de algum tempo que não há como precisar quanto, você estará pronto para recomeçar, e é óbvio que você precisa encontrar uma relação positiva e saudável. Pode parecer difícil, mas é tão  simples como o trabalho em equipe: respeitar um ao outro e resolver problemas em conjunto.

 

*Este material é apenas um informativo, e não substitui psicoterapia.

Como lidar com relacionamentos “tóxicos” e a dor da perda?
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